A aprendizagem nas organizações: comunidades de prática e letramento digital

Autores

  • Christiane Heemann SOCIESC

DOI:

https://doi.org/10.17851/1983-3652.6.2.78-89

Palavras-chave:

Letramento digital. Comunidades de prática. Educação corporativa. Aprendizagem no trabalho. Práticas sociais.

Resumo

O cenário mundial vem sofrendo inúmeras mudanças decorrentes do processo de globalização e surgimento sucessivo de novas tecnologias de informação e comunicação. Para as organizações, tal mudança contínua faz com que elas busquem a necessidade de investir no seu capital intelectual. Uma resposta a essas transformações é a Educação Corporativa por meio da Educação a Distância, em que as organizações encontraram espaço para atender a um grande número de pessoas. Esta expansão se justifica pelos custos elevados da educação presencial, limitações geográficas e de tempo. Nas empresas também ocorre aprendizagem, e o engajamento em atividades online e as diversas interações levam a diferentes tipos de aprendizagem que requerem a apropriação das tecnologias de informação e comunicação pelos participantes. Tal aprendizagem está ligada ao letramento digital que demanda uma nova maneira de ser no mundo e de se relacionar. O domínio perfeito para se refletir sobre a aliança do conhecimento, aprendizagem e prática no local de trabalho é a ideia de comunidade de prática (LAVE e WENGER, 2006). Este trabalho almeja discutir a imbricação da aprendizagem no trabalho junto às comunidades de prática, buscando entender como os indivíduos constroem conhecimento por meio das práticas sociais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ABRAHÃO, M. H. M. B. Professores e alunos: aprendizagens significativas em comunidades de prática educativa. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2008.

BARTON, D.; HAMILTON, M. Local Literacies: Reading and writing in one community. London: Routledge, 1998.

BARTON, D. Literacy: an introduction to the ecology of written language. Oxford: Blackwell Publishing, 2007.

BARTON, D. Vernacular writing on the web. In: BARTON, D.; PAPEN, U. The Anthropology of Writing: understanding textually-mediated worlds. Great Britain: MPG Groups Book, 2010. p. 109- 125.

BARTON, D.; PAPEN, U. The Anthropology of Writing: understanding textually-mediated worlds. Great Britain: MPG Groups Book, 2010.

BILLETT, S. Dispositions, vocational knowledge and development: sources and consequences. Australian and New Zealand Journal of Vocational Education Research, v. 5, n. 1, p. 1-26, 1997.

BILLETT, S. Workplaces communities, and pedagogy. In: LEA, M.; NICOLL, K. Distributed Learning Social and Cultural Approaches to Practice, Londres, Falmer Press, 2002. p. 83-97.

BILLETT, S. Conceptualizing Learning Experiences: Contributions and Mediations of the Social, Personal, and Brute. Mind, Culture, and Activity, v. 16, n. 1, p. 32-47, 2009.

EBOLI, M. Educação Corporativa no Brasil: mitos e verdades. São Paulo: Editora Gente, 2004.

FERRAZ, C.; MENDONÇA, M. Alfabetização e letramento: conceitos e relações. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.

LAVE, J. WENGER, E. Situated Learning: Legitimate Peripheral Participation. New York: Cambridge University Press, 2006.

LEA, M.; NICOLL, K. Distributed Learning Social and Cultural Approaches to Practice. Londres, Falmer Press, 2002.

LÉVY, Pierre. A conexão planetária: o mercado, o ciberespaço, a consciência. São Paulo: Editora 34, 2001.

MEISTER, J. C. Educação Corporativa. São Paulo: Makron Books, 1999.

MOSQUERA, J. J. M. Aprendizado, significado e identidade em comunidades de prática. In: ABRAHÂO, M.H.M.B. Professores e alunos: aprendizagens significativas em comunidades de prática educativa. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2008. p. 23-36.

NARDI, B.; WHITTAKER, S.; SCHWARZ, H. It's Not What You Know, It's Who You Know: Work in the Information Age. First Monday, v. 5, n. 5. May, 2000. Disponível em: http://firstmonday.org/ojs/index.php/fm/rt/printerFriendly/741/650. Acesso em: 20 jul. 2013.

PINTO, A. L. S. A. EAD e a educação corporativa: caminhos cruzados. In: SILVA, M. Educação Online: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo: Edições Loyola, 2006. p. 487-494.

SILVA, M. Educação Online: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo: Edições Loyola, 2006.

SOARES, M. Letramento: um tema em três gêneros. 2. ed. Belo Horizonte: Autentica, 2002a.

SOARES, M. Novas práticas de leitura e escrita: letramento na cibercultura. Educação e sociedade. Campinas, v. 23, n. 81, p. 143-160, 2002b.

TAPSCOTT, D. Growing Up Digital: the rise of the Net Generation. McGraw Hill, 1997.

TAPSCOTT, D. Grown Up Digital: how the Net Generation is changing your world. Mc Graw Hill, 2009. TOFFLER, A. A Terceira Onda. Rio de Janeiro: Record, 1980. WENGER, E. Communities of Practice: Learning, Meaning, and Identity. Cambridge: University Press, 1998.

WENGER, E. Supporting Communities of Practice. A Survey of Community Oriented Technologies. How to make sense of this emerging market understand the potential of technology and set up a community platform. Etienne Wenger Research and Consulting Draft Version 1.3 March 2001.

WENGER, E. Communities of Practice: a brief introduction, 2011. Disponível em: https://scholarsbank.uoregon.edu/jspui/bitstream/1794/11736/1/A%20brief%20introduction%20to%20CoP.pdf. Acesso em: 20 jul. 2013.

WENGER, E. MCDERMOTT. SNYDER, W. Cultivating Communities of Practice: A Guide to Managing Knowledge, 2002.

XAVIER, A. C. Letramento digital e ensino. In: FERRAZ, C.; MENDONÇA, M. Alfabetização e letramento: conceitos e relações. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. p. 133-148.

XAVIER, A. C. Letramento Digital: impacto das tecnologias na aprendizagem da Geração Y. Calidoscópio. v. 9, n. 1, p. 3-14, 2011.

Downloads

Publicado

06-11-2013

Como Citar

HEEMANN, C. A aprendizagem nas organizações: comunidades de prática e letramento digital. Texto Livre, Belo Horizonte-MG, v. 6, n. 2, p. 78–89, 2013. DOI: 10.17851/1983-3652.6.2.78-89. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/textolivre/article/view/16645. Acesso em: 21 maio. 2024.

Edição

Seção

Educação e Tecnologia