Tradutores da língua de sinais e possibilidade de uso por professores e estudantes do ensino superior
DOI:
https://doi.org/10.1590/1983-3652.2026.63671Palavras-chave:
Dicionários de tradução de língua de sinais, Luvas de tradução de língua de sinais, Tradutores de sinais unidirecional e bidirecional, Educação inclusiva, AcessibilidadeResumo
Este estudo teve como objetivo analisar e comparar sete tradutores automáticos de língua de sinais baseados em IA: Dicionário da Língua Brasileira de Sinais, Spreadthesign, Glove-Based Systems, Hand Talk, VLibras, Sign-Speak e CESAR + Lenovo. A metodologia utilizada foi qualitativa, exploratória, realizada em duas etapas: (1) levantamento bibliográfico e análise comparativa com critérios de clareza e (2) coerência e fidelidade semântica. Os tradutores foram selecionados por três critérios: (1) recurso dicionarizado, (2) tradução automática online e (3) aplicabilidade institucional, educacional e corporativa. Os resultados indicaram que o Dicionário da Língua Brasileira de Sinais e Spreadthesign não atuam como tradutores, mas ampliam a acessibilidade de pessoas surdas. Glove-Based Systems traduz apenas da língua de sinais para língua oral/escrita; Hand Talk e VLibras traduzem somente do português para sinais. Sign-Speak e CESAR + Lenovo permitem tradução bidirecional do inglês ou português para ASL ou Libras, (e vice-versa), com reconhecimento por câmera. Conclui-se que não há tradutor que atenda plenamente a bidirecionalidade e a precisão, indicando uma necessidade de avanços em IA para acessibilidade comunicacional. A tradução automática de línguas de sinais no Brasil enfrenta um desafio importante: a diversidade regional da Libras, que dificulta padronização dos sistemas. Além disso, uso de IA em educação deve ser planejado com cuidado, considerando limitações e integração a práticas pedagógicas inclusivas, com participação ativa de usuários fluentes. Destaca-se ainda que esses sistemas variam quanto ao desempenho, interface e usabilidade, influenciando a experiência do usuário. Observa-se também que limitações tecnológicas atuais impactam a qualidade das traduções, especialmente em contextos complexos e interações em tempo real, reforçando a importância de pesquisas contínuas na área para maior inclusão.
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