Desenvolvimento de mudas de baru em resposta a diferentes volumes de tubetes e doses de adubo de liberação lenta

Autores

  • Marcos Vinícius Miranda Aguilar Universidade Federal de Santa Maria - UFSM/Campus Santa Maria
  • Marília Dutra Massad Instituto Federal do Norte de Minas Gerais. Salinas, MG. Brasil. https://orcid.org/0000-0002-2599-0157
  • Tiago Reis Dutra Instituto Federal do Norte de Minas Gerais. Salinas, MG. Brasil. https://orcid.org/0000-0002-8991-1454
  • Fabiano Guimarães Silva Instituto Federal do Norte de Minas Gerais. Salinas, MG. Brasil.
  • Eduarda Soares Menezes Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Diamantina, MG. Brasil,. https://orcid.org/0000-0003-1476-5402
  • Aline Ramalho dos Santos Universidade Federal do Espírito Santo. Jerônimo Monteiro, ES. Brasil. https://orcid.org/0000-0002-1560-3555

DOI:

https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.25629

Palavras-chave:

Dipteryx alata (Vogel), Osmocote®, Produção de mudas, Qualidade de mudas, Silvicultura

Resumo

O presente trabalho objetivou avaliar a produção e a qualidade de mudas de baru em resposta a diferentes volumes de tubetes e aplicação de doses de Osmocote®. Foi adotado o delineamento experimental em blocos casualizados, com três repetições, no esquema fatorial 3 x 5, sendo estudados três volumes de tubetes (55, 180 e 280 cm3) e cinco doses de Osmocote® (0; 3,0; 6,0; 9,0 e 12,0 g dm-3), do Osmocote® MiniPrill Controlled Realise 19-06-10, com liberação de 3 a 4 meses. Cada unidade experimental foi constituída por 10 mudas. Foram avaliados aos 120 dias a altura (H; cm), diâmetro do coleto (DC, mm), matéria seca da parte aérea (MSPA; g planta-1), matéria seca da raiz (MSR; g planta-1) e matéria seca total (MST = MSPA + MSR; g planta-1), além das relações H/DC, H/MSPA, MSPA/MSR e Índice de Qualidade de Dickson (IQD). O tubete de 280 cm³ proporcionou maior crescimento inicial e produção de massa seca às mudas de Dipteryx alata (Vogel), conferindo um padrão de qualidade superior. As mudas de baru responderam ao uso do adubo de liberação lenta Osmocote®, apresentando melhores crescimento e padrão de qualidade sob doses entre 4,35 e 5,29 g dm-3.

 

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Publicado

2020-11-29

Como Citar

Aguilar, M. V. M., Massad, . M. D. ., Dutra, T. R., Silva, F. G., Menezes, E. S. ., & Santos, A. . R. dos . (2020). Desenvolvimento de mudas de baru em resposta a diferentes volumes de tubetes e doses de adubo de liberação lenta. Caderno De Ciências Agrárias, 12. https://doi.org/10.35699/2447-6218.2020.25629

Edição

Seção

ARTIGOS ORIGINAIS