Os fatores limitantes na implementação do Programa Saúde de Ferro em um município da Região Centro-Oeste do estado de Minas Gerais
DOI:
https://doi.org/10.5935/2316-9389.2010.v14.50474Palavras-chave:
Anemia Ferropriva, Enfermagem Pediátrica, Políticas Públicas de SaúdeResumo
A anemia por deficiência de ferro é considerada a carência nutricional mais prevalente em todo o mundo e um grave problema de saúde pública. Ocorre com maior frequência entre a população com idade inferior a 2 anos. Em decorrência das altas prevalências de anemia e da constatação dos prejuízos que essa deficiência acarreta às crianças, o Ministério da Saúde (MS) instituiu o Programa Nacional de Suplementação de Ferro (PNSF). O objetivo com esta pesquisa foi identificar os fatores limitantes na adesão ao Programa Saúde de Ferro. Este é um estudo descritivo, realizado na Rede de Atenção Primária de um município do centro-oeste de Minas Gerais. Os dados foram coletados por meio de entrevistas com 17 enfermeiros, utilizando um questionário estruturado, com posterior análise de conteúdo dos discursos. No discurso dos profissionais enfermeiros, emergiram quatro categorias relacionadas à dificuldade encontrada para solidificação do Programa Nacional de Suplementação Férrica: a dificuldade do acesso das mães/responsáveis em buscar o medicamento na farmácia do município; a capacitação deficitária do profissional, contribuindo para o desacordo sobre a prática da profilaxia, a adesão da mãe/responsável, por subestimação da doença e/ou aspectos culturais; além da ocorrência de efeitos colaterais ao medicamento, ocasionando o abandono. A terapêutica com doses profiláticas de sulfato ferroso, apesar de eficiente na prevenção da anemia ferropriva, apresenta sérias barreiras do ponto de vista operacional. Em virtude do que foi mencionado, vale sugerir a capacitação contínua dos profissionais, a sensibilização e o comprometimento das mães/responsáveis no combate à anemia de forma que sua adesão seja efetiva
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