A CHAVE DE SARAH

O CINEMA COMO CHAVE PARA OS ARMÁRIOS DAS MEMÓRIAS E DA HISTÓRIA

Autores

  • Ivy Judensnaider Universidade Paulista (UNIP), Brasil

Palavras-chave:

França, Nazismo, Cinema.

Resumo

Este artigo analisa o filme A chave de Sarah com o objetivo de refletir sobre as relações entre o cinema, a memória individual, a memória coletiva e a História. O período da ocupação nazista na França, os acontecimentos associados ao Rafle du Vélodrome d’Hiver, a construção de uma narrativa heroica e digna para o passado francês e os posteriores esforços para a crítica dessa construção – incluídas aí as produções cinematográficas – são investigados tendo em vista o confronto entre as vozes subterrâneas e as vozes oficiais que elaboraram e ainda elaboram múltiplas representações históricas.

Biografia do Autor

Ivy Judensnaider, Universidade Paulista (UNIP), Brasil

É economista pela Fundação Armando Álvares Penteado (1981) e mestra pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2005), no Programa de Estudos Pós-graduados em História da Ciência. Atualmente é professora da Universidade Paulista nos cursos de Economia e Administração, e coordena o curso de Ciências Econômicas no Campus Marquês (SP). Também atua no setor de publicação de material didático nas áreas de Filosofia, História e Sociologia.

Referências

Audiovisuais

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Publicado

2016-11-01

Como Citar

JUDENSNAIDER, I. A CHAVE DE SARAH: O CINEMA COMO CHAVE PARA OS ARMÁRIOS DAS MEMÓRIAS E DA HISTÓRIA. PÓS: Revista do Programa de Pós-graduação em Artes da EBA/UFMG, [S. l.], p. 211–226, 2016. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/15748. Acesso em: 28 nov. 2022.

Edição

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Artigos - Seção temática