Educação em Ciências nos Tempos de Pós-Verdade: Reflexões Metafísicas a partir dos Estudos das Ciências de Bruno Latour

Palavras-chave: Pós-Verdade, Metafísica, Estudos das Ciências, CTS, Latour

Resumo

O termo pós-verdade foi escolhido como palavra do ano pelo dicionário Oxford em 2016. Hoje, vemos a proliferação do termo fake news bem como a divulgação de visões alternativas à ciência, como o terraplanismo, terapias integrativas, e negação do aquecimento global antropogênico. Não raramente, o pós-modernismo é responsabilizado por subsidiar teoricamente tais movimentos. No presente artigo, defendemos a tese de que tanto o discurso oficial da ciência (discurso modernista) bem como algumas de suas principais críticas (inclusive o pós-modernismo) parecem ser proposições que sustentam o atual cenário de produção e proliferação de pós-verdades.  A partir dos Estudos das Ciências de Bruno Latour, fazemos uma reflexão sobre as bases metafísicas de tais perspectivas e apresentamos uma explicação de como se dá a formação da “pós-verdade” através de dois mecanismos distintos, a dizer, a apresentação de uma visão reduzida da natureza da ciência e o apagamento da rede que sustenta proposições científicas. Defendemos, também, como a Educação em Ciências pode se valer de uma base metafísica alternativa, desenvolvida por Latour e colaboradores em dialogia com diferentes vertentes filosóficas e sociológicas, contribuindo para a formação de cidadãos capazes de se posicionar criticamente no cenário sociocientífico contemporâneo.

Referências

Alvim, M. (2017). Quem são e o que pensam os brasileiros que acreditam que a Terra é plana. Recuperado em, 25 de agosto, 2018, de https://www.bbc.com/portuguese/brasil-41261724

Arènes, A., Latour, B., & Gaillardet, J. (2018). Giving depth to the surface: An exercise in the Gaia-graphy of critical zones. The Anthropocene Review, 5(2),120–135

Auler, D., & Delizoicov, D. (2001). Alfabetização científico-tecnológica pra quê? Ensaio - Pesquisa Em Educação Em Ciências, 3(1), 122–134.

Bachelard, G. (1996). A Formação do Espírito Científico. Rio de Janeiro: Contraponto.

Bagdonas, A., Zanetic, J., & Gurgel, I. (2014). Controvérsias sobre a natureza da ciência como enfoque curricular para o ensino da física: o ensino de história da cosmologia por meio de um jogo didático. Revista Brasileira de História Da Ciência, 7(2), 242–260.

Barthes, R. (1982). Empire of Signs. New York: The Noonday Press.

Bloor, D. (1991). Knowledge and Social Imagery. Chicago: The University of Chicago Press.

Bloor, D. (1999). Anti-Latour. Studies History and Philosophy of Science, 30(1), 81–112.

Bourdieu, P. (1976). Le Champ Scientifique. Actes de La Recherche En Sciences Sociales, 2(2–3), 88–104.

Bourdieu, P. (1997). Os usos sociais da ciência. São Paulo: Editora UNESP.

Callon, M. (1984). Some elements of a sociology of translation: domestication of the scallops and the fishermen of St Brieuc Bay. The Sociological Review, 32, 196–233.

Candela, A. (2010). Time and Space: undergraduate Mexican physics in motion. Cultural Studies of Science Education, 5(3), 701–727.

Carson, R. (1994). Silent Spring. Robbisdale: Fawcett Publications.

Corrêa, A. (2014). Movimento antivacina gera surto de doenças nos EUA. Recuperado em 22 de setembro, 2018, de https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/02/140221_vacinas_doencas_dg

Coutinho, F. A., Goulart, M. I. M., Munford, D., & Ribeiro, N. A. (2014). Seguindo uma lupa em uma aula de ciências para a educação infantil. Investigações Em Ensino de Ciências, 19(2), 381–402.

Coutinho, F. A., Santos, V. M. D. F., Amaral, A. C. R., Santos, M. I., Silva, F. A. R., & Silva, A. D. J. (2016). Quando os educandos transformam uma sequência didática em um ator-rede: movimentos de translação entre ciência, tecnologia, sociedade e ambiente na educação de jovens e adultos. Experiências Em Ensino de Ciências, 11(3), 178–193.

Coutinho, F. A., & Silva, F. A. R. (2014). Análise de texto de um livro diático de biologia orientada pela teoria ator-rede: um estudo sobre o tema evolução biológica. Investigações Em Ensino de Ciências, 19(3), 531–539.

Coutinho, F. A., & Silva, F. A. R. (2016). Sequências didáticas: propostas , discussões e reflexões teórico-metodológicas. Belo Horizonte: FAE/UFMG.

Dahmen, S. (2006). Einstein e a Filosofia. Revista Brasileira de Ensino de Física, 28(1), 3–7.

Deconto, D. C. S. (2014). A perspectiva ciência, tecnologia e sociedade na disciplina de metodologia do ensino de física: um estudo na formação de professores à luz do referencial sociocultural. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Derrida, J. (1997). Of Grammatology (Vol. 87). Baltimore: The John Hopkins University Press.

Eco, U. (1981). Lector in fabula. La cooperación interpretativa en el texto narrativo. Barcelona: Editorial Lumen.

Einstein, A. (2006). Física e Realidade. Revista Brasileira de Ensino de Física, 28(1), 9–22.

Fabricius, W. V. (1983). Piaget’s theory of knowledge: Its philosophical context. Human Development, 26(6), 325–334. https://doi.org/10.1159/000272894

Faria, S. E., & Coutinho, A. F. (2015). Educação Científica em ação: a cartografia das controvérsias como prática de cidadania técnico-científica. Caderno de Pesquisa, 22(3), 133–147.

Feyerabend, P. (2010). Adeus à Razão. São Paulo: Editora UNESP.

Goldstein, R. (2008). Incompletude: A prova e o paradoxo de Kurt Gödel. São Paulo: Companhia das Letras.

Greimas, A. J., & Courtés, J. (1982). Semiotics and Language. Bloomington: Indiana University Press.

Harman, G. (2009). Prince of Networks: Bruno Latour and Metaphysics. Melbourne: re.press.

Idoeta, P. A. (2018). Por que nem sempre adianta apresentar fatos contra notícias falsas. Recuperado em 22 de setembro, 2018, de https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44686833

Junges, A., & Massoni, N. T. (2018). O Consenso Científico sobre Aquecimento Global Antropogênico: Considerações Históricas e Epistemológicas e Reflexões para o Ensino dessa Temática. Revista Brasileira de Pesquisa Em Educação Em Ciências, 18(2),455–491.

Kant, I. (2005). Crítica da Razão Pura. São Paulo: Martin Claret.

Kant, I. (2009). An Answer to the question: ‘what is enlightment?”. London: Penguin.

Kincheloe, J. L., & Tobin, K. (2009). The much exaggerated death of positivism. Cultural Studies of Science Education, 4(3), 513–528.

Knor-Cetina, K. (1981). The manufacture of knowledge: an essay on the constructivist and contextual nature of science. In Science Observed: perspectives on the study of science. London: Sage.

Kuhn, T. (1963). The function of dogma in Scientific Research. In A. C. Crombie (Ed.), Scientific Change (pp. 347–369). London: Heinemann.

Kuhn, T. (1977). The Essential Tension: Selected Studies in Scientific Tradition and Change. Chicago: Chicago University Press.

Kuhn, T. (1996). The structure of Scientific Revolutions (Terceira). Chicago: The University of Chicago Press.

Laclau, E. (2014). The Rhetorical Foundations of Society. New York: Verso.

Lakatos, I. (1978). The Methodology of Scientific Research programmes (Vol. 1). Cambridge: Cambridge University Press.

Lang, F. (1989). A Filosofia de Karl Popper e suas Implicações no Ensino de Ciência. Caderno Catarinense de Ensino de Física, 6(2), 148–162.

Lang, F. (1996). A Filosofia da Ciência de Karl Popper: o Racionalismo Crítico. Caderno Catarinense de Ensino de Física, 5(2), 9–28.

Lang, F. (2002). A Teoria Do Conhecimento De Kant: O Idealismo Transcendental. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, 28–51.

Lang, F., & Ostermann, F. (2002). A Insustentabilidade da Proposta Indutivista de “Descobrir a Lei a partir de Resultados Experimentais.” Caderno Catarinense de Ensino de Física, 19(número especial), 7–27.

Latour, B. (1983). Give me a laboratory and I will raise the world. In K. Knorr-Cetin & M. Mulkay (Eds.), Science Observed: perspectives on the study of science (pp. 141–169). Bervely Hills: Sage.

Latour, B. (1988a). Science in Action: How to follow scientists and engineers through society. Cambridge: Harvard University Press.

Latour, B. (1988b). The Pasteurization of France. Massachussets: Harvard University Press.

Latour, B. (1992). One more turn after the social turn. In E. McMullin (Ed.), The Social Dimensions of Science (pp. 272–292). Notre Dame: Notre Dame University Press.

Latour, B. (1993). We have never been modern. Cambridge: Harvard University Press.

Latour, B. (1996). On Interobjectivity. Mind, Culture, and Activity, 3(4), 228–245.

Latour, B. (1999a). For David Bloor… and Beyond: A Reply to David Bloor’s “Anti-Latour.” Studies History and Philosophy of Science, 30(1), 113–129.

Latour, B. (1999b). Pandora’s Hope: Essays on the reality of Science Studies. Cambridge: Harvard University Press.

Latour, B. (1999c). Pasteur on lactic acid yeast: a partial semiotic analysis. Configurations, 1(1), 129–146.

Latour, B. (2000). Berlin key or how to do words with things. In P. M. Graves-Brown (Ed.), Matter, Materiality and culture (pp. 10–21). London: Routledge.

Latour, B. (2001). Gabriel Tarde and the End of Sociocultural. In P. Joyce (Ed.), The Social in Question. New Bearings in History and the Social Sciences (pp. 117–132). London: Routledge.

Latour, B. (2004a). Politics of Nature: How to bring Science into Democracy. Cambridge: Harvard University Press.

Latour, B. (2004b). Why Has Critique Run out of Steam? From Matters of Fact to Matters of Concern. Critical Inquiry, 30(2), 225–248.

Latour, B. (2005). Reassembling the Social: An Introduction to Actor Network Theory. Oxford: Oxford University Press.

Latour, B. (2013). Jamais Fomos Modernos. São Paulo: Editora 34.

Latour, B. (2014). Para distinguir amigos e inimigos no tempo do Antropoceno. Revista de Antropologia, 57(1), 11–31.

Latour, B. (2016). Cogitamus: Seis Cartas sobre as Humanidades Científicas. São Paulo: Editora 34.

Latour, B. (2017). A Esperança de Pandora. São Paulo: Editora da UNESP.

Latour, B., Jensen, P., Venturini, T., Grauwin, S., & Boullier, D. (2012). “The whole is always smaller than its parts” - a digital test of Gabriel Tardes’ monads. British Journal of Sociology, 63(4), 590–615.

Latour, B., & Lenton, T. M. (2018). Extending the domain of freedom , or why Gaia is so hard to understand. Critical Inquiry, no prelo.

Latour, B., & Woolgar, S. (1986). Laboratory Life: The construction of scientific facts. Princeton: Princeton University Press.

Latour, B., & Woolgar, S. (1997). A vida de laboratório: a produção dos fatos científicos. Rio de Janeiro: Relume Dumará.

Law, J. (1984). On the methods of long-distance control: Vessels, navigation and the Portuguese route to India. Sociological Review, 32(S1), 234–263.

Lemaine, G., Macleod, R., Mulkay, M., & Weingart, P. (1976). Perspectives on the emergence ofscientific disciplines. La Haye: Mouton/Aldine.

Lemaine, G., & Matalon, B. (1969). La lutte pour da vie dans la cite scientifique. Revue Française de Sociologie, (10), 139–165.

Lemke, J. (2011). The secret identity of science education: masculine and politically conservative?, 287–292.

Lightman, B. (2016). A Companion to the History of Science. Oxford: John Willey and Sons.

Lima Junior, P., Pinheiro, N., & Ostermann, F. (2012). Bourdieu en la educación científica: consecuencias para la enseñanza y la investigación. Didáctica de Las Ciencias Experimentales y Sociales, (26), 145–160.

Lima, N. W., & Nascimento, M. M. (2018). Terapias integrativas: uma disputa epistemológica e política. In XVII Encontro de Pesquisa em Ensino de Física (pp. 1–8). Campos do Jordão.

Lima, N. W., Ostermann, F., & Cavalcanti, C. J. de H. (2017). Física Quântica no ensino médio: uma análise bakhtiniana de enunciados em livros didáticos de Física aprovados no PNLDEM 2015. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, 435–459.

Lima, N. W., Ostermann, F., & Cavalcanti, C. J. de H. (2018a). A não-modernidade de Bruno Latour e suas implicações para a Educação em Ciências. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, 35(2), 367–388.

Lima, N. W., Souza, B. B. De, Cavalcanti, C. J. de H., & Ostermann, F. (2018b). Um Estudo Metalinguístico sobre as Interpretações do Fóton nos Livros Didáticos de Física Aprovados no PNLDEM 2015: Elementos para uma Sociologia Simétrica da Educação em Ciências. Revista Brasileira de Pesquisa Em Educação Em Ciências, 18(1), 331–364.

Lopes, A. C. (2013). Teorias Pós-Críticas, política e currículo. Educação, Sociedade e Culturas, 39, 7–23.

Lopes, A. C., & Macedo, E. (2011). Teorias de Currículo. São Paulo: Cortez.

Lopes, A. R. C. (1996). Bacehlard: O Filósofo da Desilusão. Cader, 13(3), 248–273.

Lorenzi, B. R., & Andrade, T. N. de. (2011). Latour e Bourdieu: rediscutindo as controvérsias. Teoria & Pesquisa: Revista de Ciência Política, 20(2), 107–121.

Lynch, M. (1985). Art and Artifact in the laboratory science: a study of shopwork and shoptalk in a research laboratory. London: Routledge.

Martins, R. de A., Silva, C. C., Martins, R. de A., & Silva, C. C. (2015). As pesquisas de Newton sobre a luz: Uma visão histórica. Revista Brasileira de Ensino de Física, 37(4), 4202-1-4202–4232.

Massoni, N. T., & Moreira, M. A. (2017). A Visão Etnográfica De Bruno Latour Da Ciência Moderna E a Antropologia. Revista Brasileira de Ensino Ciência e Tecnologia, 10(3), 61–80.

Mcintyre, L. (2018). Post-Truth. Cambridge: MIT Press.

Mitroff. (1974). The subjective side of Science. New York: Elsevier.

Mody, C. C. M. (2015). Scientific Practice and Science Education. Science Education, 99(6), 1026–1032.

Moura, C. B. de, & Guerra, A. (2016). Cultural History of Science: A Possible Path for Discussing Scientific Practices in Science Teaching? Revista Brasileira de Pesquisa Em Educação Em Ciências, 16(3), 749–771.

Oliveira, M. A. (2010). Alfabetização Científica no Clube de Ciências do Ensino Fundamental: Uma Questão de Inscrição. Revista Ensaio, 12(02), 11–26.

Oliveira, R. A., & Silva, A. P. B. (2012). História da Ciência e Ensino de Física. In História da Ciência e Ensino de Física (pp. 41–64). Natal: Editora da UFRN.

Otte, M. (1998). Limits of constructivism: Kant, Piaget and Peirce. Science and Education. 7(5), 425–50.

Oxford Dictionary. (2016). Oxford Dictionary 2016 word of the year. Recuperado em 22 de setembro, 2018, de https://en.oxforddictionaries.com/word-of-the-year/word-of-the-year-2016

Pêcheux, M. (1997). Semântica e discurso: uma crítica à afirmacao do óbvio. Campinas: Editora da UNICAMP.

Peduzzi, L. O. Q., Martins, A. F. P., & Ferreira, J. M. H. (2012). Temas de História e Filosofia da Ciência no Ensino. Natal: Editora da UFRN.

Pessoa Jr., O. (2009). A Classificação das Diferentes Posições em Filosofia da Ciência. Cognitio-Estudos: Revista Eletrônica de Filosofia. 6(1), 54–60.

Pierce, C. (2015). Learning about a fish from ANT: acotr network theory and science education in the postgenomic era. Cultural Studies of Science Education, 10, 83–107.

Polanyi, M. (1946). Science, faith and society. London: Oxford University Press.

Ponczek, R. L. (2000). A polêmica entre Leibniz e os cartesianos: MV ou MV2? Cad. Cat. Ens. Fis., 17(3), 336–347.

Popper, K. (2008). Conjecturas e Refutações. Brasilia: Editora Universidade de Brasília.

Porto, C. M., & Porto, M. B. D. S. M. (2009). Galileu, Descartes e a elaboração do princípio da inércia. Revista Brasileira de Ensino de Física, 31(4), 46011–460110.

Queiroz, S. L., & Almeida, M. J. P. M. (2004). Do fazer ao compreender ciências: reflexões sobre o aprendizado de alunos de iniciação científica em química. Ciência & Educação, 10, 41–53.

Rezzadori, C. B. D. B., & Oliveria, M. A. (2011). A Rede Sociotécnica de um Laboratório de Química do Ensino Médio. Experiências Em Ensino de Ciências, 6(3), 16–37.

Richard, V., & Bader, B. (2010). Re-presenting the social construction of science in light of the propositions of Bruno Latour: For a renewal of the school conception of science in secondary schools. Science Education, 94(4), 743–759.

Roth, W. M., & Tobin, K. (1997). Cascades of inscriptions and the representation of nature: how numbers, tables, graphs and money come to re-present a rolling ball. International Journal of Science Education, 19(9), 1075–1091.

Roxael, F. R., Diniz, N. D. P., & Oliveira, J. R. S. D. (2015). O Trabalho do Cientista nos Cartuns de Sidney Harris: Um Estudo sob a Perspectiva da Sociologia da Ciência. Química Nova Na Escola, 37(número especial), 68–81.

Santos, B. de S., & Meneses, M. P. (2009). Epistemologias do Sul. Coimbra: Edições Almedina SA.

Schinkel, W. (2007). Sociological discourse of the relational: The cases of Bourdieu & Latour. Sociological Review, 55(4), 707–729.

Searle, J. R. (2004). Mind: A Brief Introduction. Oxford: Oxford University Press.

Slezak, P. (1994). Sociology of Scientific Knowledge and Science Education part 2: Laboratory Life Under Microscope. Science & Education, 3, 329–355.

Strum, S., & Latour, B. (1987). The meaning of social: From Baboons to Humans. Social Science Information, 26(4), 783–802.

Tarde, G. (2007). Monadologia e Sociologia - e outros ensaios. São Paulo: Cosac Naify.

Valadares, J. (2011). A teoria da aprendizagem significativa como teoria construtivista. Aprendizagem Significativa Em Revista, 1(1), 36–57.

Van Eijck, M. (2010). Addressing the Dynamics of Science in Curricular Refeorm for Scientific Literacy: The Case of Genomics. International Journal of Science Education, 32(18), 2429–2449.

Venturini, T. (2010). Diving in magma: how to explore controversies with actor-network theory. Public Understanding of Science, 19(3), 258–273.

Venturini, T. (2012). Building on faults: How to represent controversies with digital methods. Public Understanding of Science, 21(7), 796–812.

Vianna, D. M., & Carvalho, A. M. P. (2001a). Bruno Latour e contribuições da antropologia da Ciência: Aspectos para o Ensino de Ciências. Ciência e Ensino, 10, 14–19.

Vianna, D. M., & Carvalho, A. M. P. (2001b). Do fazer ao ensinar ciências: a importÂncia dos episódios de pesquisa na formação de professores. Investigações Em Ensino de Ciências, 6(1), 111–132.

Videira, A. A. P. (2007). Historiografia e história da ciência. Escritos, 1(1), 111–158.

Vrieze, J. (2017). Bruno Latour, a veteran of the ‘science wars,’ has a new mission. Science. Recuperado, em 22 de setembro, 2018, de http://www.sciencemag.org/news/2017/10/latour-qa

Weinstein, M. (2008). Finding Science in the school body: Reflections on transgressing the boundaries of science education and the social studies of science. Science Education, 92(3), 389–403.

Whitehead, A. N. (1978). Process and Reality: An Essay in Cosmology. New York: The Free Press.

Wittgenstein, L. (1968). Tratactus Logico-Philosophicus. São Paulo: Companhia Editora Nacional.

Woolgar, S. (1982). Laboratory Studies: a comment on the state of the art. Social Studies of Science, 12, 481–498.

Publicado
2019-05-05
Como Citar
Lima, N., Vazata, P., Moraes, A., Ostermann, F., & Cavalcanti, C. (2019). Educação em Ciências nos Tempos de Pós-Verdade: Reflexões Metafísicas a partir dos Estudos das Ciências de Bruno Latour. Revista Brasileira De Pesquisa Em Educação Em Ciências, 19, 155-189. https://doi.org/10.28976/1984-2686rbpec2019u155189
Edição
Seção
Artigos